segunda-feira, 20 de julho de 2026

Ao fundo uma preciosa melodia
A sala está gelada, solitária
Com tantos lugares aqu em casa,
a platéia foi visitar o vizinho

Os livros estão sobre a mesa,
as folhas jogadas e a melodia mudou
O vento ainda é frio e minha mente pensa
Pensa...

Lá embaixo eu vejo flores, lindas árvores
Aqui em cima eu vejo água, muita água
Vejo pessoas e vejo também suas pobres (tão pobres!) casas

A melodia mudou novamente;
me fez acordar...
Pensar...
A imaginação levantou, foi visitar o vizinho.

Dentre os brilhos mais intensos uma estrela morre. Suas histórias se perdem e seus vínculos são amenizados. Seus braços caem e suas faces se tornam negras. A vida dela durou tanto que parece

Existiam cegos em minha casa
Suas janelas nunca se abriram e o Sol eles nunca viram entrar
As árvores nunca dançavam e as flores eram sempre imóveis

Existiam vidas em meu castelo
A floresta era sempre exuberante
E as cores eram sempre exaltantes

Aqui jaz um dia, perdido em meio a escuridão da noite que chega
Aqui jaz uma noite, perdida nas lágrimas que me acompanham

Hoje planto mais uma árvore em meu jardim, colossal jardim de eternos e perdidos. Minhas folhas brincam no jardim de outros. Meus campos são belos, são floridos e renascidos. São fortes para enfrentarem tempestados e são serenos como o toque do orvalho. Minha grama nem sempre é verd